~*~ Quando eu era Pequenina ~*~

e outras coisas de que me lembro...
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08 novembro 2009

Um aroma a azul


Se há marcas que marcaram a minha infância, a Nivea foi uma delas.
Sinto-me parte da geração Nivea caixa-azul. Aquela a que cheiravam os beijos matinais dos meus pais e as minhas férias de Verão.
Lembro-me da textura do creme na cara, do perfume inigualável, da prata que por dentro ficava só com uma ponta levantada, para todo o conteúdo não ficar colado à tampa.
Lembro de franzir os olhos - como hoje vejo a M. franzir quando uso os mesmos gestos - enquanto a minha mãe o espalhava pelo nariz e maçãs do rosto, para me proteger do sol nos dias quentes e me defender do frio nos dias de Inverno.
Ao longo dos anos coleccionei caixas com diversos tamanhos e padrões que hoje habitam num lugar recôndito da arrecadação.
Apesar de não o usar com frequência, a minha relação com o creme Nivea é de sempre e para sempre.
E acho que todos os pais e mães deviam cheirar sempre assim!

24 setembro 2009

A Familia do Alfaiate



Desde muito pequena que sempre adorei jogar. Em bom rigor, justiça lhes seja feita já que nunca foram de jogos entre pares do seu tamanho, esse gosto foi em muito estimulado pelos meus pais.
Se é verdade que desde sempre existiram brinquedos, embora durante séculos tivessem sido um luxuoso privilégio de uma parca elite, é também verdade que foi pela década de ´70 que os chamados brinquedos educativos tiveram o seu boom, por estas bandas à beira do Atlântico plantadas. Por essa altura, já nem era tanto o preço - ainda assim um factor significativo numa abundante população remediada (e pouco) - o factor diferenciador das crianças que lhes tinham acesso. O que mais determinou na época o acesso a tais brinquedos, foi uma geração de pais cada vez mais atentos e presentes na vida dos seus filhos. Como foram os meus.
Relembro com perfeita nitidez os momentos de cumplicidade, jogando no chão alcatifado a rosa do meu quarto, sobretudo, em noites de Verão em que a ventoinha não era suficiente para apaziguar o sono e as janelas abertas à cálida aragem eram um convite às melgas, para um banqueteamento nocturno.
Dos muitos jogos que aqui trarei memória, este era um dos meus favoritos e esta a família (vá-se lá imaginar porquê!) que mais gostava de construir.
O jogo das famílias. Um espelho perfeito da sociedade e mais ainda da mentalidade da época. Quase em Estado Novo. O baralho, claro.

17 setembro 2009

E começavam assim, os livros do Bebé...*

" ... Há-de ser uma História linda e maravilhosa onde se patentearão o Amor, o Carinho, os Cuidados, os Anseios de quem tudo fez para tornar-te feliz...".

Mas foi em mim, mais do que neste álbum, que esse registo ficou gravado, para sempre.

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